fbpx
Você está lendo

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

3
Falando de Decoração, It Decor

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

Savonnerie

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

Sem dúvida a França desempenhou um importante papel no que se refere à produção de tapetes de luxo, a exemplo dos tapetes Aubusson que atualmente enobrecem ambientes com seu estilo clássico sutil.

Tapete Savonnerie com "motivos mitológicos".
Tapete Savonnerie com “motivos mitológicos”.

No entanto hoje nosso objetivo é comentar sobre um tapete que, tal sua élégance, fora adotado pela mais alta corte francesa para adornar seus palácios, o chamado Savonnerie.

A França iniciou fortemente suas atividades de tapeçaria por volta do séc. XVII, ainda que já confeccionasse tapetes três séculos antes de maneira mais tímida.

O tapete Savonnerie surgiu graças aos esforços de Pierre Dupont para dominar as técnicas orientais de produção de tapetes em seda e lã na sua oficina que prestava serviços ao então palácio do Louvre em Paris.

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

Em sociedade com Simon Lourdet, montaram uma nova tecelagem nos arredores de Paris, curiosamente onde havia funcionado uma velha fábrica de sabão, fato que batizou os tapetes de Savonnerie (em francês “fábrica de sabão”).

Porém, apesar do nome mais popular, estes tapetes eram confeccionados mediante o uso dos mais altos padrões técnicos orientais, usando o nó turco, e adotando-se desenhos em estilo estritamente europeu, baseado nas artes decorativas renascentistas.

Posteriormente, com a ascensão de Luís XIV ao trono da França, fundou-se a “Academia Real de Pintura e Escultura” em 1648, local dirigido pelo pintor e decorador oficial da corte Charles Le Brune onde congregou todas as oficinas de artesões e tecelões de Paris.

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

Le Brun era responsável nada menos do que por fornecer os desenhos “tema” dos tapetes Savonnerie, o quais, em geral, incorporavam guirlandas de flores com imagens da antiguidade clássica, como arabescos e cenas mitológicas.

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

Luís XIV, conhecido como “Le Roi Soleil”, fora responsável por elevar o nível de suntuosidade e luxo em sua corte; não por menos, os tapetes Savonnerie passaram a ser requisitados para adornar os palácios do Louvre, Tulherias e o ápice do poder monárquico de Luís XIV, o grande “Château de Versailles”.

Eram exclusivamente confeccionados para a corte real, até meados de 1743, quando então caia-se o regimento de exclusividade da produção de tapetes para a corte e mantinha-se a proibição da importação de tapetes orientais para o país, uma espécie de “proteção nacionalista”.

O tapete Savonnerie alcançou seu ápice de magnitude perante a alta aristocracia francesa, sendo objeto de desejo de todos que tentavam seguir os passos da corte real.

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE

Suntuosos medalhões adornam este Savonnerie onde os tons de azul predominam na peça.

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE
Tapete com centro em estilo neoclássico rodeado por motivos florais.
A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE
Nesta sala de jantar, o Savonnerie com linhas geométricas é disposto em conjunto com uma tapeçaria Aubusson sobre a mesa.
A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE
Cores vibrantes, no belo estilo rococó, adornavam as residências da alta aristrocacia francesa.
A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE
Forma clássica do Savonnerie combinada com o estilo “império” nesta biblioteca.
A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE
Azuis pálidos e escuros também eram utilizados nos tapetes com motivos florais.

Tamanho poder pode ser conferido nos preços que exemplares de época alcançam atualmente em grandes leilões, a exemplo da peça confeccionada por Pierre Dupont e vendido no ano de 2000 na Christie’s New York pela bagatela de 4 milhões de dólares.

A REDENÇÃO DE LUÍS XIV AO TAPETE SAVONNERIE
Savonnerie produzido por Pierre Dupont e vendido pela Christie’s New York.

Ainda hoje os tapetes Savonnerie são produzidos na França – diferente de seu “primo” Aubusson, hoje confeccionado apenas na China – e acompanharam os estilos de cada época, flanando entre os excessos do rococó, a sobriedade do classicismo, a força do estilo império, e releituras com o neogótico; porém é fato, seja o estilo que for, estas preciosidades continuam detentoras de sua “aura majestosa” a qual enobreceu os palácios franceses.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Siga-nos